Com o encerramento do prazo das convenções partidárias na última quarta-feira (5), o Paraná tem agora nove candidatos oficialmente registrados na disputa por duas vagas no Senado Federal nas Eleições 2026. A votação está marcada para 4 de outubro, quando cada eleitor paranaense poderá escolher dois nomes para representar o estado pelos próximos oito anos em Brasília.
As duas vagas em disputa correspondem às cadeiras atualmente ocupadas por Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB), cujos mandatos se encerram em fevereiro de 2027. Já a terceira cadeira do Paraná no Senado, ocupada por Sergio Moro (PL) — que concorre ao governo do estado, como já mostrou o Radar Digital PR — permanece com ele até 2031.
A corrida ao Senado reflete a fragmentação partidária e a diversidade de forças políticas que compõem o cenário eleitoral paranaense, tema que o Radar tem acompanhado de perto na disputa pelas vagas no Senado.
Os candidatos ao Senado pelo Paraná
Confira a lista completa dos nove candidatos e seus respectivos suplentes, conforme oficializado pelos partidos junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR):
- Alexandre Curi (Republicanos) — Suplentes: Carlos Eduardo Hammerschmidt e Nelson Padovani
- Cristina Graeml (PSD) — Suplentes: Jackson André dos Santos e Marcos Renato Baumgart
- Deltan Dallagnol (Novo) — Suplentes: Wilson Picler (PL) e Markenson Marques dos Santos
- Dr. Rosinha (PT) — Suplentes: Cristiane Aparecida Wainer e Celina do Carmo da Silva Wotcoski
- Filipe Barros (PL) — Suplentes: Paulo Henrique Carrano dos Santos e Sergio Roberto Domingues
- Gleisi Hoffmann (PT) — Suplentes: Assis Gurgacz Neto (PDT) e Aldair Tarcísio Rizzi (Rede)
- Joaquim do MLB (Unidade Popular) — Suplentes: Patrícia Cota e João Fernando Dornellas de Oliveira
- Karen Guerreiro (Missão) — Suplentes: Sonni Colombo Rezini e Renato Scarante
- Marcelo Marcelino (PCO) — Suplentes: João Paulo Hostin e Alexandre Radde Kranen
Disputa acirrada e cenário diversificado
Dos nove candidatos, pelo menos três despontam com maior exposição nacional. Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, busca uma vaga no Senado após anos de liderança partidária. Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, aposta no reconhecimento do trabalho à frente da força-tarefa. Já Filipe Barros, deputado federal pelo PL, entra na disputa alinhado ao bolsonarismo e com forte presença nas redes sociais.
Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), representa o Republicanos com a vantagem de ter trânsito entre diferentes espectros políticos. Cristina Graeml, jornalista, foi escolhida pelo PSD como parte da chapa encabeçada por Sandro Alex ao governo, com apoio do governador Ratinho Junior.
O pleito ao Senado ocorre em um momento de reorganização das forças políticas no estado. Enquanto a base governista busca manter a hegemonia, a oposição aposta em candidaturas com capacidade de mobilização popular e em alianças com o PT nacional.
O que está em jogo
O Senado Federal tem 81 cadeiras, três para cada unidade da federação. As duas vagas do Paraná em disputa neste ano são estratégicas tanto para o governo federal quanto para a oposição, já que podem influenciar a composição de forças na Casa para os próximos oito anos.
Com a diversidade de candidatos, o eleitor paranaense terá pela frente a tarefa de escolher entre perfis que vão de parlamentares experientes a nomes ligados a movimentos sociais e partidos de menor expressão.
O TRE-PR é o órgão responsável pela homologação dos registros de candidatura e pela fiscalização do pleito. Os candidatos têm até o dia 15 de agosto para apresentar a documentação completa e aguardar a análise da Justiça Eleitoral. Mais informações sobre os registros podem ser consultadas diretamente no site oficial do TRE-PR.
Com as convenções encerradas e os nomes definidos, começa agora a campanha oficial, que se estenderá até o dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições. O Radar Digital PR continuará acompanhando a movimentação dos candidatos e trará atualizações sobre a corrida eleitoral no Paraná.