Com duas vagas em jogo em 2026, eleição para o Senado pode reunir alguns dos principais nomes da política estadual
Enquanto a atenção se concentra na corrida pelo Governo do Paraná, a disputa pelas duas cadeiras do Senado começa a ganhar força e promete ser uma das mais competitivas dos últimos anos.
A sucessão estadual de 2026 ainda domina o debate político no Paraná.
Mas nos bastidores, outra disputa avança rapidamente e já mobiliza partidos, lideranças e pré-candidatos: a corrida pelas duas vagas que estarão abertas no Senado Federal.
O interesse não é por acaso.
Diferentemente da eleição para governador, que escolherá apenas um nome, a disputa para o Senado permitirá a eleição de dois representantes do Paraná. O cenário amplia o número de possíveis candidaturas e aumenta o espaço para alianças, composições e rearranjos políticos.
Nos últimos meses, diversos nomes passaram a ser citados nas articulações partidárias.
Entre eles aparecem o deputado federal Filipe Barros (PL), o ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol, o ex-senador Álvaro Dias, a ministra Gleisi Hoffmann (PT), além de lideranças ligadas ao grupo político do governador Ratinho Junior.
A movimentação ocorre porque o Senado ganhou peso ainda maior no cenário nacional.
Além da função legislativa, a Casa possui papel decisivo em indicações para tribunais superiores, autoridades reguladoras, embaixadas e órgãos estratégicos da República.
Por isso, partidos passaram a tratar as vagas como ativos políticos de primeira grandeza.
O Paraná terá uma das disputas mais observadas do país.
O Estado reúne lideranças nacionais da direita, do centro e da esquerda, além de um eleitorado altamente politizado e historicamente competitivo.
Outro fator amplia o interesse.
Pesquisas recentes mostram que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu preferência para as vagas ao Senado, criando espaço para crescimento de candidaturas ao longo da campanha.
A tendência é que a disputa acompanhe parte do debate da eleição para governador, mas também desenvolva dinâmica própria.
Temas como segurança pública, economia, infraestrutura, agronegócio, combate à corrupção e relações entre Paraná e governo federal devem ocupar espaço central nas campanhas.
A pouco mais de um ano da eleição, muitas definições ainda dependem de alianças partidárias e da consolidação das candidaturas ao Palácio Iguaçu.
Mas uma conclusão já parece clara.
Se a disputa pelo Governo do Estado promete ser acirrada, a corrida pelas duas cadeiras do Senado tem potencial para se tornar uma das batalhas políticas mais intensas do Paraná em 2026.
Por Rafael Franek | RadarDigitalPR
