O prazo terminou em 5 de agosto. Com o fechamento das convenções partidárias, o Paraná conhece agora os nomes que disputarão o governo do estado e as duas vagas ao Senado nas eleições de 4 de outubro. Oito candidaturas ao Palácio Iguaçu e nove ao Senado foram oficializadas.
O cenário que se desenha é de uma campanha curta e intensa, com alianças que cruzaram espectros ideológicos e candidaturas que tentam transformar projeção nacional em votos no estado.
A corrida pelo governo
Oito nomes disputam o comando do Paraná. Entre eles, dois concorrentes concentram as principais atenções: Sergio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD).
Moro, ex-juiz da Lava Jato, ex-ministro da Justiça e senador, tenta trocar o Congresso pelo Palácio Iguaçu. Sua candidatura pelo PL representa uma aproximação direta com o bolsonarismo e reuniu uma coligação que inclui PL, Novo, Democracia Cristã e Podemos.
Sandro Alex, do PSD, é o nome da base governista. Com quatro mandatos consecutivos como deputado federal e tendo comandado a Secretaria de Infraestrutura na gestão Ratinho Junior, ele aposta na continuidade. A chapa traz Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba, como candidato a vice-governador.
A oposição se organiza em torno de Requião Filho (PDT), deputado estadual e filho do ex-governador Roberto Requião. Sua candidatura recebeu o apoio do presidente Lula e reúne PT, PV, PCdoB, PRD e Solidariedade.
Disputa ao Senado: nove nomes para duas vagas
O Paraná elegerá dois senadores para mandatos de oito anos, substituindo Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB). Sergio Moro permanece no cargo até 2031.
Pela base governista, Alexandre Curi (Republicanos) disputa com o apoio de Ratinho Junior. A chapa do PSD também lançou Cristina Graeml como segundo nome. Pela oposição, Gleisi Hoffmann (PT) tenta uma vaga ao lado do Dr. Rosinha. O PL lançou Filipe Barros ao Senado, com o Novo indicando Deltan Dallagnol como segundo nome.
O que esperar da campanha
A campanha eleitoral de 2026 no Paraná tem características que a diferenciam de pleitos anteriores. A polarização nacional entre Lula e Bolsonaro se reflete nas alianças estaduais, mas com contornos próprios. O PSD de Ratinho Junior aposta em continuidade e gestão. Moro tenta capitalizar seu nome nacional e o apoio bolsonarista. Requião Filho conta com o apoio de Lula e a máquina do PT.
A partir de 15 de agosto, os partidos registrarão oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral. Até lá, impugnações e recursos podem alterar o tabuleiro. O eleitor paranaense terá opções variadas em outubro.