
Enquanto parte do debate político brasileiro segue concentrada em crise, polarização e disputa eleitoral, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) vem apostando em outro eixo: produtividade, inovação e competitividade.
Redação/Assessoria
Nos últimos meses, a entidade intensificou uma agenda voltada à modernização industrial, qualificação profissional, tecnologia e internacionalização de empresas — movimento que ganha peso num Paraná cada vez mais industrial, exportador e logístico.
O cenário econômico ajuda a explicar a mudança de foco.
Em 2025, o Paraná registrou o segundo maior volume de exportações da história, somando US$ 23,6 bilhões. No mesmo período, os portos paranaenses movimentaram 73,5 milhões de toneladas de cargas — recorde histórico e crescimento de 10,1% em relação ao ano anterior.
Ao mesmo tempo, a indústria paranaense responde hoje por cerca de 27% do PIB estadual, mantendo o Paraná entre os principais polos industriais do país.
É nesse ambiente que a Fiep tenta acelerar uma nova agenda industrial.
A entidade ampliou programas ligados à:
- transformação digital;
- inteligência artificial;
- produtividade;
- energia renovável;
- qualificação técnica;
- inserção internacional.
Segundo dados da própria federação, mais de 1,2 mil empresas paranaenses participaram de programas de internacionalização e competitividade nos últimos anos, enquanto projetos ligados à produtividade industrial registraram ganhos operacionais relevantes em centenas de empresas.
O movimento ocorre num momento em que o Paraná começa a enfrentar gargalos cada vez mais complexos:
- falta de mão de obra qualificada;
- pressão logística;
- necessidade de inovação;
- aumento da concorrência internacional;
- adaptação tecnológica.
Nos corredores do setor produtivo, a percepção é de que a disputa econômica dos próximos anos será menos sobre tamanho e mais sobre capacidade de adaptação.
Talvez esteja aí o aspecto mais interessante da estratégia atual da Fiep:
a tentativa de recolocar a indústria no centro da discussão sobre futuro — mas com uma linguagem diferente da velha indústria tradicional.
Menos nostalgia industrial.
Mais tecnologia, eficiência, energia limpa e inteligência produtiva.
Num ambiente econômico que muda rapidamente, o Paraná parece tentar reposicionar sua indústria antes que a próxima transformação chegue.