Parlamentares do Paraná articulam nova ofensiva política contra modelo das concessões rodoviárias
Com críticas crescendo no interior e pressão do setor produtivo, deputados estaduais voltam a colocar os pedágios no centro do debate político paranaense.
Os pedágios voltaram a dominar o ambiente político do Paraná. Na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), deputados da base e da oposição ampliaram nas últimas semanas a pressão sobre o modelo de concessões rodoviárias em vigor no Estado, especialmente após novas reclamações envolvendo tarifas, obras atrasadas e contratos considerados desequilibrados por setores produtivos.
O tema, historicamente sensível no Paraná, reaparece agora em um contexto eleitoral mais amplo. Lideranças políticas já enxergam potencial de desgaste para Brasília e oportunidade de capitalização regional em meio ao debate sobre infraestrutura e custo logístico.
Nos bastidores da ALEP, parlamentares admitem que o assunto voltou a ganhar tração principalmente no interior, onde produtores rurais, transportadores e prefeitos têm elevado o tom contra trechos considerados caros e com retorno abaixo do esperado.
A avaliação de deputados ouvidos reservadamente é que o pedágio voltou a ocupar um espaço simbólico no imaginário político paranaense — algo que transcende a discussão técnica sobre concessões.
“É um tema que conversa diretamente com economia, sensação de injustiça e desgaste político”, resumiu um interlocutor ligado à base governista.
Nos corredores da Assembleia, cresce também a leitura de que a pauta pode contaminar a disputa de 2026. Integrantes de diferentes partidos acreditam que candidatos ao Governo do Paraná e ao Senado devem explorar fortemente o tema durante a próxima corrida eleitoral.
Enquanto isso, entidades do setor produtivo pressionam por maior transparência sobre cronogramas de duplicação, execução de obras e fiscalização dos contratos federais.
O Palácio Iguaçu acompanha o cenário com cautela. Embora o modelo esteja sob responsabilidade federal, auxiliares do governo estadual avaliam que o desgaste político inevitavelmente respinga no ambiente regional — especialmente em cidades diretamente impactadas pelas concessões.
Na prática, o tema volta a unir fatores explosivos para a política paranaense:
E em Curitiba, poucos temas conseguem mobilizar tanto o debate público quanto pedágio.
