
Debate sobre concessões ganha peso político e amplia pressão sobre infraestrutura no Paraná
Por Zé Beto Maciel
O tema voltou ao centro da política paranaense e passou a atingir diretamente Sergio Moro, Ratinho Junior e Sandro Alex em meio ao avanço da corrida por 2026.
O pedágio voltou a ganhar força no debate político do Paraná — e agora com impacto direto sobre a disputa estadual.
Nas últimas semanas, o tema dominou redes sociais, vídeos políticos, grupos de WhatsApp e discussões na ALEP. A pauta deixou de ser apenas técnica e passou a funcionar como desgaste político.
O movimento cresceu no mesmo momento em que Sergio Moro avançou nas pesquisas e o grupo de Ratinho Junior intensificou a exposição de Sandro Alex como nome ligado à sucessão estadual.
Ex-secretário de Infraestrutura, Sandro acabou diretamente associado ao debate sobre rodovias, obras e logística — temas que voltaram a pressionar o governo principalmente no interior.
O cenário econômico ajuda a explicar a sensibilidade da pauta.
Em 2025, os portos paranaenses movimentaram 73,5 milhões de toneladas de cargas, recorde histórico e crescimento de 10,1%.
No mesmo período, o Paraná registrou US$ 23,6 bilhões em exportações, puxadas pelo agronegócio, indústria e logística.
Com mais produção e circulação de cargas, aumentou também a cobrança sobre estradas, duplicações e infraestrutura regional.
Moro percebeu cedo o potencial político do tema e passou a explorar o desgaste com mais intensidade.
Ratinho Junior, por outro lado, tenta evitar que o debate se transforme em confronto direto contra o governo.
Mas o pedágio voltou a tocar num ponto sensível do Paraná:
infraestrutura ainda pesa — e muito — no humor político do Estado.