
A sucessão estadual entrou cedo demais no centro da política paranaense — e o embate entre Sergio Moro e o grupo de Ratinho Junior já domina bastidores, articulações partidárias e o debate nas redes.
Luiz Filho
Enquanto Moro mantém força nas pesquisas e alto recall junto ao eleitorado conservador, o grupo governista ainda busca consolidar um nome capaz de sustentar o capital político de Ratinho em 2026.
Sandro Alex ganhou espaço nas movimentações recentes do PSD, mas também passou a enfrentar desgaste crescente nas redes, especialmente em temas ligados a pedágio, infraestrutura e obras.
Nos bastidores, a leitura é clara: Moro tenta transformar o desgaste acumulado em áreas sensíveis do governo em combustível político para antecipar a disputa estadual.
Já Ratinho Junior trabalha para preservar a própria aprovação enquanto evita entrar diretamente no confronto.
O problema para o Palácio Iguaçu é que o debate deixou de ser apenas técnico.
A sucessão começou a migrar para o campo emocional da política — onde pedágio, estrada, obra parada e presença regional possuem peso imediato no eleitorado.
Na prática, o Paraná entrou cedo demais em clima de disputa.
E quando infraestrutura vira desgaste político, a corrida pelo poder deixa de acontecer apenas nos bastidores — ela começa a ocupar as ruas, as redes e o imaginário do eleitor.